Tuesday, October 11, 2011

15 anos sem Renato Russo



Costumo dizer que fui adolescente na melhor época musical do Brasil! Uma era onde Brasília produzia não só vergonha e corrupção, mas também, bandas incríveis como a Legião Urbana, a Capital Inicial e a Plebe Rude, que se somavam a outras bandas que surgiram no cenário musical brasileiro: Barão Vermelho, Titãs, Ira, Paralamas do Sucesso, Engenheiros do Hawai, etc.
De todas elas a Legião Urbana era a melhor tradutora de sentimentos desta então adolescente, que estudava para o vestibular, estava feliz da vida por votar pela 1º vez e achava que estava apaixonada. Eu acreditava que o país era um lugar podre, mas que tinha jeito e que os únicos que conseguiriam mudar tudo eram os jovens.
A Legião era uma banda com músicas intensas e um vocalista tenso! Renato Russo era a alma da Legião. As letras das músicas eram inteligentes, cada metáfora pensada e colocada no lugar certo. Eu que não entendia nada de música, amava o som da bateria do Bonfá e da guitarra e violão do Dado.
Nos anos 90 eu era uma jovem estudante de Psicologia na UNESP em Assis/SP, a mente recém tocada pela Psicanálise me fazia viajar nas letras e duplos sentidos da Legião. Em 1996, Renato faleceu e a minha dor foi real... E eu pensava com tristeza que nunca mais seria surpreendida por uma letra e por uma musica que dissesse exatamente o que eu sentia.
Mais tarde, adulta continuei a amar as músicas, a entender novos significados escondidos nas estrofes das músicas da Legião. E a maturidade me fez entender que eu amava o Renato e sentia uma grande saudade dele, das suas opiniões controversas, cultas, revolucionárias, poéticas e revoltadas.
E como minha vida adulta é construída sobre muuuuuuitas saudades, de uma forma meio esquizofrênica, eu sinto que conhecia e era amiga do Renato e realmente sinto falta dele, como sinto falta dos meus amigos de faculdade e daqueles que amo e que se foram. Também foi na vida adulta que eu conheci o meu grande amor...e que surpresa! Além de ser especial e de ter traços que me atraíam naturalmente, ele também gostava muuuito da Legião Urbana...É claro, que casei com ele!
Não se passa uma semana sem que eu escute Legião Urbana e todas as vezes me reporto ao passado e à década de 1990, aos sentimentos de revolta com o disparate da política brasileira e de esperança de que algo possa revolucionar e mudar.
Eu ainda acredito nisto...só não acredito muito na capacidade crítica dos jovens de hoje... Infelizmente conheço apenas alguns que a tem. Mas, continuo otimista acreditando que talvez eles acordem um dia... Quem sabe se eles deixassem de ouvir exclusivamente sertanejo universitário (?!?) e funk erótico... Eu oro para que Deus proteja esta juventude e para que eles um dia ouçam a Legião Urbana.
"...É a verdade o que assombra
O descaso que condena,

A estupidez, o que destrói

Eu vejo tudo que se foi

E o que não existe mais

Tenho os sentidos já dormentes,
O corpo quer, a alma entende.

Esta é a terra-de-ninguém
Sei que devo resistir
Eu quero a espada em minhas mãos!

Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão..."

[Metal contra as nuvens - Legião Urbana]



Friday, January 25, 2008

25/01/2008 - Vincos na alma



Às vezes tenho saudades de ser adolescente, falar de idéias e sentimentos sem nexo... E rir com isso. Ser adulta muitas vezes me chateia e vejo a minha volta tantos velhos, pessoas que a despeito da idade (pouca) perderam o viço da vida e têm almas enrugadas. Não são pessoas idosas, são pessoas gastas, surdas, incapazes de ouvir, envelhecidas sem sabedoria. Não aconselham, nem orientam. Julgam e emitem opiniões. Eu observo apenas. Ah, se eu fosse adolescente... Ia me rebelar, falar umas verdades impudicas.
No entanto, ainda que não tenha enrugado a alma, os anos vividos me ensinaram que a gente não muda ninguém, mas tão somente a nós mesmos. Isso eu não sabia na adolescência.
No mundo adulto, muitas pessoas lutam contra as rugas da pele, enquanto a presunção e perda da compaixão e da sutileza vincam a alma tão desairosamente. Quanto a isso, nada podemos fazer...
Então eu observo, mas dispenso os discursos vazios e presunçosos. Quero mais pra minha vida, quero quem acrescente, embeleze, suavize. Cansei de palavras cruas, rudezas travestidas de franquezas, apoios mancos, inócuos. Não desejo falsidades e inverdades, apenas cortesia e sensibilidade... Pelo menos dos amigos.

"A vida está cheia de interferências indébitas, de acasos estúpidos, de personagens errados que travam conosco desencontrados diálogos de surdos, a vida está atravancada de pormenores inúteis..."
Maria Quintana
Foto: http://www.pontosdevista.net

Monday, January 21, 2008

21/01/2008 - Partida em dois tempos


Nesse momento só me resta mesmo escrever. Fiquei muito tempo longe do teclado afetivo, emocional, digitando e produzindo apenas o “científico”. Com o término do trabalho o qual me dediquei por mais de dois anos, ficou um vazio, um oco, que lentamente a vida vai voltando a preencher. A despeito de a vida estar se reestruturando na direção de novos projetos e da retomada de outros que amorosamente já acalentava, antes percebo que no vazio algo se movimenta. São conteúdos que se vão finalizando antes que um ciclo se feche enfim. Talvez todo esse ciclo se resuma a uma determinada cidade que parece ser um lugar fantasmático no livro da minha vida. Uma cidade vivida em dois tempos. Um de preparação, de aprendizado. Outro, dez anos depois, de aprimoramento, de conclusão.
Vivi muito e intensamente ambos os tempos. Fiz amizades sólidas no primeiro tempo e no segundo pude entender que sobreviveram em sentimento e assim permanecerão para além da distância e dos encontros materiais. Construí conhecimentos e pude ampliá-los depois, entendendo que muito há a expandir quando se trata da mente humana e de suas relações como o mundo. Conheci o amor e a paixão, para entender uma década depois, que eram apenas vislumbres da potência do que realmente podem ser em verdade. Ainda que tudo tenha sido vivido intensamente, também sofri com amizades que terminaram, com provas, trabalhos, prazos e críticas, com desejos não correspondidos e desilusões.
Um tempo e outro têm em comum um sentimento de insatisfação com o que não aconteceu. Em meio ao vazio eu me pergunto: o que poderia ter feito e não fiz? O que poderia ter feito melhor? Como seria ter tomado outras decisões, diferentes das que tomei? O que deixei de aprender? Que livros não li? Onde estão guardadas as lembranças do que não chegou a acontecer? Enfim, o que foi feito do que não vivi??? E de repente me vejo perplexa, com saudades do que nem chegou a existir. Talvez paralelo a vida estejam os caminhos nunca percorridos. Estou meio aéria...É como se a memória falhasse e eu estivesse muito cansada depois de um grande esforço tentando lembrar de algo que, na verdade, nunca aconteceu.
E então, nessas coincidências escandalosas da vida, leio uma entrevista, um achado de 1973, onde Clarice (Lispector) me decifra (mais uma vez):


“Escrever é tantas vezes lembrar-se do que nunca existiu. Como conseguirei saber do que ao menos sei? Assim: como se me lembrasse. Com um esforço de memória, como se eu nunca tivesse nascido. Nunca nasci, nunca vivi: mas eu me lembro, e a lembrança é em carne viva.”
Clarice Lispector

E foi assim mesmo que deixei a cidade, em carne viva. Agradecida e perplexa com tudo que vivi e com o que por tantos e por nenhum motivo, simplesmente não vivi. Uma única e endereçada lágrima fecha o ciclo, dois tempos sem prorrogação. E eu sei que não me sentirei oca por muito tempo. A efervescência maravilhosa da vida se encarregará de preencher com a realidade o vazio do que poderia ter sido, mas nunca existiu...

Monday, December 12, 2005

20/07/2005 O CAMINHO






Faz alguns dias que não escrevo. Meu mau humor não me permitia dizer nada de positivo, então me calei. Eu até que tentei, mas fui apagar uma frase que estava horrível e de repente o texto desapareceu da tela. Como eu sou uma pessoa que acredita em sinais, achei melhor dar um tempo. O porquê do mau humor, da crise de pessimismo, não sei ao certo. Os místicos talvez explicassem a tal crise, por eu estar no meu inferno astral, que se caracteriza como sendo o mês que antecede o nosso aniversário. Pois é, dia 19 de julho foi meu aniversário e o mês anterior não foi dos mais fáceis. Logo eu, que iniciei esse blog falando do meu otimismo, que é uma característica inerente a minha personalidade, me tornei ranzinza e chata, pensando coisas do tipo “esse país, não tem jeito”, “esse terrorismo no mundo, não tem jeito”, “minha vida, não tem jeito”, etc... Também dizem que fazer 33 anos não é fácil. E eu fiz 33 anos!!! Refletir na vida, pensar nas perdas que sofremos, nas coisas que não deram certo, nos nossos erros, estando de mau humor, não é boa idéia e fiz isso.
Passei a véspera do meu aniversário fazendo bico o dia todo e bufando pelos cantos. À noite tentei melhorar a cara para ir à casa do meu pai dar-lhe um abraço forte pelo seu aniversário. E foi lá que o mau humor começou a ceder. De repente, sentada à mesa olhei aquele homem (que é meu pai e meu amigo) e pensei que talvez ele também tenha tido um mês de inferno astral, que ele estava fazendo mais que 33 anos e que talvez tenha tido momentos de mau humor ao refletir sobre sua vida. Não parecia, pois ele sorria. Olhei à minha volta e ainda senti que faltavam minha mãe e meu irmão, já falecidos. E meu pai ainda sorria, mesmo depois de todas as perdas, batalhas, decepções e frustrações que deve ter tido durante seus 63 anos. Olhei novamente à minha volta e vi meu amor ao meu lado, meu pai, meu outro irmão, minha cunhada e um serzinho de um ano e quatro meses correndo de um lado pro outro falando e rindo muito... minha sobrinha. Ali estava toda minha família e todos sorriam. Eu também sorri e o mau humor foi embora. Olhando minha sobrinha, com aquele cabelo loiro lindo e sorriso de cinco dentes, pensei que o tempo não para mesmo, que alguns vão embora, mas que outros chegam e a vida continua, cheia de possibilidades.
O dia do meu aniversário chegou, com flores amarelas (que eu adoro) logo cedo, amigos que telefonaram, mandaram emails, scraps (muitos!!!), que vieram me abraçar, novamente e sempre o carinho do meu AMOR (com letras maiúsculas como li no blog da minha amiga Cíntia) e da minha FAMÍLIA, que pode não ser grande, mas é minha. Eu festejei meu aniversário, recuperei meu otimismo, minha esperança e fé em dias muito melhores para mim, para os meus, para a humanidade. Eu estou bem novamente.
Durante o dia todo lembrei de algo que minha mãe me escreveu, numa de suas últimas cartas. Ela dizia que a vida era um caminho lindo cheio de árvores, que as cores das folhas representavam as fases de nossa vida, que nesse caminho eu só levasse comigo sentimentos bons, pois esses são leves e fáceis de carregar e que eu aproveitasse a bela vista enquanto caminhava. Acho que finalmente entendi, depois de 10 anos, que a vida é mesmo um caminho por onde passamos e que é nossa escolha se ficamos preocupados com as pedras, buracos e onde iremos chegar, ou se aproveitamos a vista, a paisagem, as pessoas que encontramos, que amamos. E é pensando nisso que vou continuar escolhendo apreciar e aprender com a beleza de cada época, ansiando que seja bom o que vier depois da curva no caminho e desejando que sempre brotem folhas verdes depois das amarelas que caem e são levadas pelo vento... Essa foi minha criação, foi assim que me ensinaram, é assim que quero continuar a ser, vida à fora, pelo meu caminho.

16/07/2005 Brasilidade, tricampeonato e a vergonha nacional...






Como tem sido difícil ter orgulho e sentimento de brasilidade. Todos jornais nos contam das falcatruas, sujeiras políticas, conchavos, desvios de dinheiro e de conduta...traições!!! Sinto-me traída em ver-me lesada, por quem imaginava estar acima da corrupção. Ingenuidade ou não, eu ainda mantinha um fio de esperança, que a cada dia desse mandato presidencial ficava cada vez mais delgado...quase uma linha, que esses dias acabou por se romper. Sinto uma grande vergonha, por não conseguir encontrar em mim o sentimento de brasilidade e por não acreditar na frase "ORDEM E PROGRESSO". QUAL ordem??? Progresso de QUEM? Vergonha...
Tá bom, pausa... Buscando como fuga, ou alienação dessa realidade vergonhosa, abro um espaço em minha vida para ficar feliz com o TRICAMPEONATO do meu time do coração, salve SÃO PAULO !!! Meu amor pelo time foi herdado do meu pai, torcedor do São Paulo, que tem outros dois filhos, um no céu, mas com certeza ainda palmeirense, outro, o caçula, éca... corintiano e um genro, também palmeirense...Que sina a do meu pai. Eu, única filha, herdei o orgulho de torcer pelo time do São Paulo. E como achei lindo o jogo da final da Libertadores da América. Jogadores com raça, vontade de vencer, craques, honradores da camisa, o coração na ponta da chuteira. Lindo ver Rogério Ceni erguer a taça e o astral de tantos torcedores. Como disse uma pausa na maré de vergonha que venho sentindo.
Pausa muito breve, que durou apenas até ver a barbárie, na Avenida Paulista. Não me digam que são torcedores, pois pra mim são bandidos mesmo! Ladrões, vândalos, criminosos, indignos de usar a camisa do meu time e de andar pelas ruas de qualquer cidade. Não dá mais nem pra se ter uma boa pausa alienada, uma sublimaçãozinha que seja. Novamente estou envergonhada. Que raio de pais é esse? E Renato Russo (que falta faz...), já cantava... "Que país é esse???". O que cantaria agora, vendo tanta sujeira, tanta bandalheira, tanta falta de esperança? É claro que quando ele cantava já existia tudo isso, mas tantos anos depois, tanta vezes cantada essa música, nada mudou, só piorou. O que eu fiz pra mudar isso, qual minha parcela de participação nas mudanças? Eu falei de brasilidade para os meus alunos, sobre responsabilidade social, esperança, otimismo, votei de acordo com meus ideais. Eu, tão otimista estou há um mês (um mês??? só???) envergonhada e com medo dos jornais... Medo de ver mais uma vergonha nacional, mais sujeira. Tenho medo de não ter o que dizer aos meus alunos. Pelo jeito vou precisar de um campeonato que se chame: "Libertadores da Vergonha da América”... mas aí ia ser difícil competir com os Estados Unidos...a vergonha mundial!!! Tudo muito lamentável...



14/07/2005 - O INÍCIO





"E no princípio criou Deus o céu e a terra...”.
Gen 1:1

E é entre o céu e a terra que acontece o mais maravilhoso e incrível da criação... a VIDA. Eu sou uma daquelas pessoas que é encantada pela vida. Vidas de todas as formas, seres humanos, animais, plantas... Seres vi-vos! Vivências das mais variadas, intensas, únicas e peculiares. Ainda adolescente eu já era encantada pela forma com que as pessoas conduziam suas vidas, tinha prazer em ouví-las contar sobre suas histórias. Talvez por isso elas viessem com tanta freqüência me contar seus conflitos, suas dores, suas alegrias. Na Orientação Vocacional, o resultado não poderia ter sido outro: PSICOLOGIA!!! Quanto mais lia, mais me identificava, mais me encontrava, mais me encantava. E foi esse encantamento que me conduziu, não sem o stress do vestibular, à Faculdade de PSICOLOGIA - UNESP-Assis-SP. O período da faculdade foi incrível, assunto pra 10 blogs. Dez anos depois de formada e algumas decepções profissionais, continuo encantada pelas vivências e pela Psicologia.Como professora de Psicologia no Ensino Médio, devo dizer que meu maior encantamento é pela vivência dos adolescentes. Consigo olhar um adolescente e ver claramente um ser em gestação... E como acho lindo esse processo. Chamam-me de louca por gostar desses seres tão complicados, tão chatos, muitas vezes, irascíveis. Não me importa o título... Eu acho lindo que cada adolescente traga em si um leque de possibilidades, vê-los tentando organizar tudo, tentando se colocar da melhor maneira nesse nosso mundo... Embora me sinta muitas vezes desvalorizada financeiramente e moralmente, como toda a classe de professores, meu encantamento em sala de aula é notório, dá pra ver como me divirto, como me sinto realizada. Estranho eu estar escrevendo sobre alunos, justamente no meu 1º dia de férias, quando deveria esquecê-los... rsrs. Tudo bem, eu devo ser louca mesmo! É que eu sei que sempre que escrever nessas páginas vou ser guiada pelo meu ambiente profissional, pela convivência com meus amigos professores, com meus alunos, seus pais e como se relacionam...com certeza fontes inesgotáveis de encantamento.É claro que minha vida não se resume à sala de aula... Também sou além de psicóloga e professora, mulher, noiva, filha, irmã, tia, madrasta, madrinha, aluna de mestrado, orkuteira, amiga... Ah, os meus amigos... como me encantam... Pois é, eu sou assim, deslumbrada com a vida, com as pessoas e vejo em tudo e todos, assuntos muito interessantes... E o mundo é tão vasto, tanto há pra se conhecer, para aprender, compreender... Vou ficar aqui, vivendo e aprendendo... e escrevendo e tentando entender... Segundo Willian Shakespeare:

"Entre o céu e a terra há muito mais coisas do
que a nossa vã filosofia possa imaginar!”.

EU CONSEGUI...


Olá, consegui encontrar em um disquete, alguns dos textos que havia escrito para o outro blog e vou postá-los aqui. Infelizmente os comentários, ficram mesmo perdidos, sequestrados, no outro blog, que apropriadamente chama-se, BLOGBRASIL...rsrsrs. É...rir para não chorar.

Friday, December 02, 2005

Re - início




...aqui estou novamente, em outra casa, outro site, postando minhas palavras pós-trauma. De que trauma falo? Daquele que custo elaborar... Roubaram meu blog!!! Depois de postar vários textos, de receber muitos comentários, verdadeiras pérolas, meu endereço virtual não mais pode ser acessado. Senti-me traída, roubada. Depois de muito pesquisar descobri que deveria comprar o domínio daquilo que eu mesma criei, das palavras que nasceram dos meus sentimentos. Se não me engano isso é seqüestro! De palavras, de idéias. Fiquei furiosa, depois triste, depois revoltada, novamente furiosa... Isso aconteceu há alguns meses e só agora me senti um pouco melhor para criar outro blog, para confiar novamente na internet. Apesar do trauma, espero que as palavras retornem, escorram para o teclado como antes. Também espero que as pessoas retornem a lê-lo, a comentarem, a concordarem comigo e discordarem de mim. O que espero sinceramente é que voltemos a trocar idéias e sentimentos, no movimento mais valioso da vida que é nos relacionarmos. É um desejo e como tal, um investimento sobre o objeto perdido... No caso, seqüestrado.